A necessidade de praticar hospitalidade hoje

Compartilhar uma refeição em casa com vizinhos, amigos ou colegas de trabalho é algo praticamente inexistente no meu mundo. Vivo na quarta maior cidade dos EUA, e embora os texanos sejam gente simpática na maior parte do tempo, eles perderam completamente a habilidade de praticar hospitalidade se você não for um parente chegado deles.

Há mais de um ano convidamos nossos vizinhos para virem jantar conosco em casa. Eles aceitaram de bom grado o convite e ainda trouxeram a sobremesa. Outros membros de nossas células também vieram para o jantar e gostaram muito. No entanto, não existe reciprocidade, mesmo quando me atrevo a perguntar: “Então, quando podemos esperar um convite para vir à casa de vocês para compartilhar uma refeição?”

Etna e eu tivemos uma longa conversa a respeito. Concluímos que muitas pessoas, cristãs e “quase” cristãs, confundem entretenimento com hospitalidade. Em outros tempos, convidaríamos dois ou três casais para virem à nossa casa para uma noite de entretenimento, com um jantar suntuoso, jogos de salão ou recital de alguma criança ou convidado. Você sabe, como assistíamos nas TVs em preto e branco.
Que tristeza. Isso não é hospitalidade. Isso impressiona os outros com o que você possui e o que pode oferecer.

Hospitalidade é um estilo de vida caracterizado por: “É assim que nós somos e agimos; como moramos e nos vestimos; o que fazemos aqui quando ninguém está olhando; e você é muito bem-vindo para se juntar a nós… se você ficar à vontade, jogar seus sapatos num canto, abrir a geladeira e trancar a porta quando sair, se tivermos ido para a cama antes de você ir para casa”. E esse tipo de hospitalidade, combinado com a presença de Cristo, é o que transforma um bando de pessoas desconectadas em uma igreja! O que precisamos abandonar no movimento de célula é essa noção de que sucesso é ter um encontro semanal da célula onde o anfitrião faz com que todos se sintam bem e confortáveis e os membros fazem a parte deles limpando tudo no final. Essas coisas não são ruins e certamente são necessárias, mas há muito mais para que um encontro da célula seja bem-sucedido do que receber bem o grupo.

Trata-se de priorizar um estilo de vida juntos em comunidade, em que a hospitalidade é a norma, não algo que alguém se esforça para fazer quando surge a necessidade.

Randall Neighbour

By | 2016-10-23T18:50:03+00:00 outubro 23rd, 2016|Categories: Artigo, Célula, Randall Neighbour|0 Comments

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